Estado atinge recorde na geração de empregos formais em 2022

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no print
Print
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

Mato Grosso do Sul se destaca na geração de empregos formais neste ano. No acumulado de janeiro a maio, o Estado registra saldo positivo de 25.794 vagas de trabalho, resultado de 157.290 admissões e 131.496 demissões.  

O saldo é o melhor para o período de cinco meses desde o início da série histórica iniciada em 2004. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Previdência.  

Em todo o ano passado, Mato Grosso do Sul teve saldo positivo de 36.287 vagas com carteira assinada, ou seja, nos cinco primeiros meses deste ano o acumulado já representa 71,08% do total gerado em 2021, quando o Estado bateu recorde na geração de empregos.

O doutor em Economia Michel Constantino avalia que os empregos têm batido recordes tanto no âmbito nacional quanto no estadual.  

“A retomada econômica já aconteceu, e agora estamos em fase de confiança do comércio, do varejo, da indústria e dos serviços. Assim, os empreendedores aumentam os investimentos em produção e emprego”.

A atração de novas indústrias e a abertura de empresas têm sido os principais propulsores da criação de postos formais de trabalho. Entre os novos players está o Projeto Cerrado, indústria de celulose em Ribas do Rio Pardo que está em construção desde o ano passado.  

Para o economista, a estratégia é aumentar esse tipo de investimentos para que o Estado continue em crescimento.  

“Continuando a atrair investimentos como a empresa Suzano e a outra que está vindo do Chile [Arauco]. Abrir novos mercados e reduzir o tamanho do Estado na economia”, completou.

O outro investimento citado pelo economista é o Projeto Sucuriú. Conforme adiantado pelo Correio do Estado na semana passada, a Arauco trará uma empresa do mesmo porte da citada anteriormente para a cidade de Inocência. A projeção é de que as obras comecem em 2024 e é estimada a geração de mais de 12 mil empregos diretos e indiretos.  

SETORES

Entre os segmentos, o destaque para a geração de vagas continua nos serviços. Conforme os dados do Caged, o setor registra saldo positivo de 11.215 vagas, resultado de 59.817 admissões e 48.602 demissões.

Na sequência vem a agropecuária, com saldo de 5.580, construção, 3.886, indústria, 3.037, e comércio, 2.076.

O mestre em Economia Eugênio Pavão disse que o crescimento dos serviços foi possível, “principalmente, com o retorno de grandes eventos, festas, shows, palestras, aulas presenciais e a cadeia de fornecedores deste setor”.

Vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Mato Grosso do Sul (Abih-MS), Marcelo Mesquita afirma que os resultados poderiam ser ainda melhores para os serviços, mas falta mão de obra.

“Estamos em pleno momento de contratação, a única situação que enfrentamos é o apagão de mão de obra. Quando falo isso é por mão de obra qualificada para operação hoteleira”, resume.  

No resultado mensal, Mato Grosso do Sul também registrou o melhor resultado para o mês desde 2004. Foram 6.644 contratações com carteira assinada, com destaque também para o setor de serviços, que registrou 2.516 vagas a mais, seguido do comércio, 1.345, e indústria, 999.