“Construção civil cresce em MS, mas a inflação está pesando”

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no print
Print
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

O mais recente levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que Mato Grosso do Sul encerrou 2020 com 939 empresas ativas no setor da construção civil, crescimento de 19,3% em relação a 2019. O número faz parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção Civil referente ao ano de 2020. Para a Acomasul (Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul), de lá para cá, crescimento se manteve, mas inflação pesou “no bolso” do setor.

Em termos nacionais, o Brasil fechou 2020 com 58.162 empresas, o que representa crescimento de 4,7% em relação a 2019, quando existiam 55.565. Já em MS, em 2019 eram 787 empresas. Ainda segundo o levantamento, entre os estados da região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul é o que tem o menor número de empresas do setor: Goiás tem 2.151, Mato Grosso 1.395 e o Distrito Federal tem 956.

Empregos – MS também teve crescimento em relação ao número de pessoas ocupadas. Em 2020 eram 21.379 trabalhando no setor, número 10,6% maior na comparação com 2019, que registrou 19.323 ocupados.

Salário – Na avaliação da série entre 2007 e 2020, o Estado registrou aumento no quesito salário, retiradas e outras remunerações. Na comparação com 2019, a participação dos salários cresceu 3,6% em 2020, apresentando o resultado de R$ 640,5 milhões. Com isso, MS ficou na 16ª posição no ranking entre as unidades da federação.

O valor das incorporações também cresceu: 2,2% em MS. A atividade da construção gerou R$ 3,3 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2020. No Brasil, a indústria da construção gerou R$ 289 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção. Deste montante, 93,6% se referiu ao valor de obras e/ou serviços de construção, enquanto 6,4% foi equivalente à receita bruta de incorporações de imóveis construídos por outras empresas.

Custos – Os custos das obras apresentaram queda de 4,8% no ano de 2020, totalizando R$ 1.129.134. No ano anterior foram R$ 1.186.194.

O que o setor vê – Mesmo o levantamento do IBGE se referir, principalmente, à construção de infraestrutura, é possível avaliar a realidade do setor com base nos números da construção residencial. Para o presidente da Acomasul, Diego Canzi Dalastra, de 2020 a 2022 o setor continuou aquecido.

“A construção civil continua positiva em termos de crescimento, cresceu de 2020 a 2021, de 2021 a 2022, e deste ano até o ano que vem, estamos na expectativa também de crescimento. Para 2022 a estimativa é de 3,5% de crescimento”, detalha.

O que pode frear, mesmo que com pouca intensidade, o setor, é a inflação. “Tivemos uma inflação absurda. O preço dos insumos subiu assustadoramente. Com isso, o valor do imóvel para o consumidor final subiu cerca de 50%, esse aumento só não foi maior porque o custo com mão de obra não teve aumento expressivo. O grande vilão foram os insumos”, explica Dalastra.