Vendas no comércio varejista tem queda de 10,9% no Estado

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no print
Print
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

O volume de vendas no comércio varejista em Mato Grosso do Sul teve queda de 10,9% em comparação a julho, segundo Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, o volume de vendas no Estado foi de 9,5% com ajuste sazonal, neste mês foi de -4,7%. Mato Grosso do Sul foi o 3° Estado do país com pior queda, atrás apenas de Rondônia (-19,7%) e Paraná (-11,0%).

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), Adelaido Vila, a queda se deu devido às consequências da pandemia.

“Estamos com um alto número de desempregados, e inflacionamento na conta de luz e combustível que chega na conta dos consumidores que precisam fazer escolhas”, disse o dirigente ao Correio do Estado. 

“Estamos preocupados, esperávamos ação mais contundente principalmente do Governo do Estado, como redução do ICMS. A pauta do combustível é absurda e impacta diretamente a vida das pessoas”, continuou. 

Outros cálculos

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista aumentou 5,9% em agosto em comparação ao mesmo mês do ano anterior, sendo a maior do país.

O Estado também teve destaque no comércio varejista ampliado, em comparação ao mesmo período de 2020, tendo a maior porcentagem do país, com 15,9%.

No país, o recuo foi de 3,1% em relação a julho. A média móvel trimestral caiu 0,5% frente ao trimestre encerrado em julho (1,1%). O comércio varejista teve queda de 4,1%. O acumulado em 12 meses foi de 5%.

Neste mês, seis dos oito setores pesquisados tiveram saldos negativos, diferente do mês passado que teve cinco setores com saldos positivos.

As maiores quedas foram de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%) e  combustíveis e lubrificantes (-2,4%).

Além de móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).

As atividades que tiveram saldos positivos no volume de vendas foram de tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%).

A atividade de veículos, motos, partes e peças registrou variação de 0,7% entre junho e julho, enquanto material de construção caiu 1,3%, ambos, respectivamente, após variação de 0,3% e queda de 2,4% registrados no mês anterior.