Produção brasileira de etanol está “no limite” de sua capacidade, diz ANP

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no print
Print
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no print

 

Com o crescimento expressivo das vendas no ano passado, o mercado brasileiro de etanol chegou ao limite de sua capacidade de produção, avalia a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). No ano passado, a demanda por etanol hidratado subiu 37,5% e atingiu 17,6 bilhões de litros, o maior volume da história.

Segundo o superintendente adjunto de Abastecimento da ANP, Rubens Freitas, em seminário sobre o desempenho do mercado de combustíveis em 2015, a explosão nas vendas do combustível no ano passado deveu-se a três fatores principais: os aumentos do preço da gasolina, a volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os derivados de petróleo e políticas estaduais de redução de impostos do etanol. Os três movimentos contribuíram para melhorar a competitividade do etanol frente à gasolina.

“Está dada nossa capacidade de ofertar etanol. Acima disso, só com ampliação dos investimentos em novas usinas ou com novas tecnologias de produção”, diz Rubens Freitas. Além disso, ele acrescentou a pouca demanda por açúcar no mercado mundial, o que levou os produtores de etanol a optar pela produção de combustíveis.

Para 2016, a ANP acredita que o mercado permanecerá equilibrado, mas há preocupação com o momento em que a economia voltar a crescer, disse Freitas.

Neste caso, além de alta nos preços do combustível, o Brasil pode ter que ampliar as importações de gasolina. O déficit na compra deste combustível caiu à metade entre 2012 e 2015, atingindo no ano passado 1,86 bilhão de litros. (Fonte: Folha de São Paulo, 02/03/2016).