Estado exporta quase US$ 1 bilhão a mais de janeiro a novembro

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No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação em janeiro de 2016 alcançou o equivalente a US$ 54,8 milhões, apontando queda de 21,8% sobre igual mês de 2015, quando o total ficou em US$ 70 milhões

A soja, a celulose, as carnes bovina e de aves e o minério de ferro impulsionaram as exportações de Mato Grosso do Sul ao longo de 2021, proporcionando um salto de US$ 870,56 milhões nas vendas externas realizadas nos meses de janeiro a novembro, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos 11 meses deste ano, o valor exportado totalizou US$ 6,345 bilhões enquanto que em 2020, foram US$ 5,474 bilhões. É o que aponta a Carta de Conjuntura do Setor Externo divulgada nesta quarta-feira (8) pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Clique aqui para fazer o download.

De acordo com as informações do documento, de janeiro a novembro de 2021 o superávit da balança comercial de Mato Grosso do Sul foi de US$ 3 bilhões, crescimento de 8,07% em relação aos mesmos 11 meses do ano passado.

“Em relação ao ano passado nós tivemos um crescimento de praticamente US$ 1 bilhão de dólares em exportações. Quando a gente tem uma elevação das exportações, isso significa mais emprego, mais atividade produtiva, mais expansão do agronegócio e mais industrialização no Mato Grosso do Sul”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

Na pauta de exportações, o principal item foi soja, que apresentou crescimento de 37,33% de janeiro a novembro de 2021. “Já exportamos nesse ano 5 milhões de toneladas de soja. Dentro de uma previsão de safra em torno de 12 milhões de toneladas, isso significa 40% do total da soja exportada em grão”, lembra o secretário.

A celulose, segundo produto da pauta, apresentou diminuição de 11,67% em termos de valor e de 10,11% em termos de volume no acumulado de a janeiro a novembro de 2020. “Na celulose, nós tivemos uma queda em termos de volume exportado, mas isso significa que, quando não exporta, o produto vai para uma operação interna. De toda forma, a celulose continua bastante ativa e obviamente, com perspectiva de crescimento muito grande por conta da melhoria da performance das três fábricas já existentes e da implantação da nova fábrica em Ribas do Rio Pardo”, pontuou o titular da Semagro.

Os demais destaques foram a carne bovina, com alta de 17,75%; as carnes de aves, que cresceram 32,75%; os óleos e gorduras vegetais e animais (59,22%) e o minério de ferro 141,24%. Na avaliação de Jaime Verruck, “na carne bovina nós temos um momento preocupante pelo fato de o país estar há mais de cem dias sem habilitação para exportar para a China, um mercado que remunera bem, mas que fechou momentaneamente, causando uma redução do preço ao produtor. Mesmo assim, em Mato Grosso do Sul, fechamos o mês de novembro com crescimento de 17% nas exportações de carne bovina. Isso significa que as empresas tiveram uma capacidade de realocar esses seus produtos em outros mercados como por exemplo o mercado americano”.

No acumulado de janeiro a novembro de 2021, as vendas externas para a China representaram 46,5% das exportações sul-mato-grossenses, percentual equivalente aos 46,57% verificados nos mesmos meses do ano passado, porém, com valores 15,71% maiores devido à variação cambial. Em igual período, participação dos Estados Unidos nas exportações de Mato Grosso do Sul passou de 4,16% para 5,9%, tornando o mercado norte-americano o segundo destino do comércio exterior do estado.