Agro de MS recebe crédito recorde do BNDES

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O setor agropecuário teve R$ 576,8 milhões em crédito aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro semestre de 2026. O valor é recorde, o maior da série histórica catalogada pelo banco de fomento, que teve início em 1995. 

O volume de recursos liberados para o agro do Estado pelo BNDES é 74% superior ao aprovado no primeiro semestre de 2025, quando o desembolso foi de R$ 331,1 milhões. 

Do montante aprovado neste ano pelo banco, a maior parte dos recursos (89%) foi destinada a micro, pequenas e médias empresas, em ações que, segundo o BNDES, fortalecem o empreendedorismo no Estado. 

Em todo país, foram aprovados R$ 24,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no mesmo período, maior valor da história. É também 431% maior que o primeiro semestre de 2022 (R$ 4,7 bilhões) e 46% acima de 2025 (R$ 17 bilhões).

O BNDES informou ao Correio do Estado que a maioria das operações foram linhas ligadas ao Plano Safra e ao BNDES Crédito Rural. 

Dentre as linhas do Plano Safra, as principais são Pronaf, Pronamp, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Os recursos são para uso em capital de giro, investimentos e compra de máquinas e equipamentos. Os juros do Plano Safra variam entre 8 e 12,5% ao ano (valores inferiores à Taxa Selic, que é 14%) e para agricultura familiar, os juros variam entre 0,5% e 7,5% ao ano. 

O BNDES Crédito Rural é voltado a projetos de investimento, aquisição de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e emissão de Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F) ou Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio.

No País
Em todo o Brasil, o BNDES aprovou R$ 24,8 bilhões em crédito para o setor agropecuário no mesmo período, maior valor da história. É também 431% maior que o primeiro semestre de 2022 (R$ 4,7 bilhões) e 46% acima de 2025 (R$ 17 bilhões).

Correio do Estado